Confesso não tê-lo conhecido até duas semanas atrás, e vir conhecê-lo então por causa de uma necessidade. Segundo uma professora minha, é tão intrigante como um país tão relativamente pequeno em relação ao nosso possa ter tamanha produção de material em audio-visual tão posterior ao nosso. Insisto que não alego superioridade de nenhum dos dois, mas convenhamos que o cinema argentino está uns seis passos a nossa frente.
Pois bem, Solanas, com sua produção de caráter intimista e inovador trabalha conceitos sociais, que pode parecer um clichê quando se diz que apesar de ser na argentina reflete uma dificuldade comtemporânea global. Mas é isso mesmo. Começa pela capa de um de seus trabalhos "Memoria del saqueo"
que altera qualquer código "padrão" e "conservador" e por mais "des"conservadores que sejam os trabalhos por aí a fora esse tende a ser um dos mais inusitados justamente por ter um diretor de tal porte e conivência internacional. Traduzindo então o fato que além de possuir o teor político-social em sua obra, embala o lado estético, como se diz, quebrando as barreiras do "pop" ao "cult".Como sempre evitando o pecado, tendo a parar de escrever, mas prometo que ao voltar de "minha" conversa com essa presença ilustre (se eu tiver o prazer de falar com ele nesse próximo festival de cinema), digo qual a sensação de, pelo menos, ao seu lado. =T
Breve material bem disposto sobre a conquista de Solanas:
http://www.fipresci.org/world_cinema/south/sud_francais_cinema_argentin_fernando_solanas.htm
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